sábado, 20 de junho de 2009

“Jean Charles” conta a história de um brasileiro

Filme mostra como era o mineiro que foi tentar a vida na Inglaterra e acabou assassinado brutalmente pela polícia inglesa

Divulgação/Imagem Filmes


Em 2005 ouvimos falar, muito, a respeito de um brasileiro que foi assassinado por engano no metrô de Londres por ter sido confundido com terroristas. Até hoje a história ainda não teve um desfecho legal e a família desse brasileiro ainda luta por justiça.

É nesse contexto que “Jean Charles”, que é dirigido por Henrique Goldman, e tem roteiro assinado por Marcelo Starobinas, além do próprio Goldman, vai estrear na próxima sexta-feira 26 de junho, em 140 salas do circuito nacional de cinema, o filme tem como missão levar aos cinemas o público brasileiro para que conheçam a história desse mineiro.

O longa é estrelado por Selton Mello como Jean Charles, Vanessa Giácomo como Vivian, Luis Miranda como Alex e Sidney Magal como ele mesmo, entre outros. A história começa a ser contada três meses antes do assassinato de Charles e mostra a vida dele como eletricista, a relação com os primos que moravam junto com ele na Inglaterra até sua morte.

Segundo o diretor Goldman, o longa não tem intenções políticas. “O filme não tem a intenção de fazer declarações políticas e sim de mostrar a história de um imigrante inocente que foi morto sumariamente”, afirmou. Para Mello que interpreta Charles, o filme é muito mais que a história desse brasileiro que foi assassinado. “Essa é a história de um brasileiro, por acaso esse brasileiro é o Jean Charles, porém, a história dele é muito parecida com de muitos que saem do Brasil para tentar uma vida melhor”, contou.

O filme cria uma atmosfera que envolve muito ao público. Por conta de atores como Mello e Miranda que tem um viés de humor, em muitas partes o filme é bem engraçado, porém, a história muda de tom e é capaz de arrancar lágrimas da mesma platéia ao passo que a trama vai se desenrolando.

Vale lembrar que nem tudo que acontece no filme aconteceu de verdade, pois o longa é baseado em fatos reais, mas que tem muitos elementos ficcionais que ajudaram na construção da história.

O filme deve estrear na Inglaterra em dezembro mais ainda sem dada definida.

Veja o trailer:


sexta-feira, 19 de junho de 2009

“American Teen” mostra a vida de cinco jovens prestes a entrar na faculdade

Documentário retrata os conflitos e pressões desses adolescentes americanos no último ano do colegial

Divulgação/Paris Filmes


É um bom documentário. A direção do filme é de Nanette Bursteins, que já ganhou prêmios e chegou a ser indicada ao Oscar com “On the ropes”, que foi seu trabalho de conclusão de curso e que acabou virando seu primeiro longa-metragem.

Em “American Teen”, além da direção, Nanette assina ainda o roteiro, a produção e a edição. Para extrair os 95 minutos que tem o longa, a diretora precisou gravar a vida dos cinco jovens por 10 meses.

O filme mostra como a garota popular, o garanhão da turma, o jogador de basquete, a artista rebelde e o nerd enfrentam de formas diferentes as pressões do ano anterior a sua entrada na faculdade.

Essas cinco classes de pessoas são bem divididas, pois ao assistir ao filme você consegue se identificar com uma delas. A proximidade que isso traz é muito interessante, faz com que o longa que começa bem documental, fique mais atrativo e consiga prender a atenção do público.

Misturando momentos de comédia e tristeza, “American Teen”, que estréia dia 26 de junho nos cinemas é uma boa pedida para quem sempre quis entender como pensam e porque os jovens tomam certas atitudes.

É claro que não há como generalizar, quanto mais porque o filme é sobre jovens americanos que tem uma realidade totalmente diferente da nossa, porém, com um pouco de discernimento da para traçar um paralelo entre os dois mundos.

Veja o trailer:


segunda-feira, 15 de junho de 2009

A MULHER INVISÍVEL É O FILME MAIS VISTO NO BRASIL

Filme chega à liderança em sua segunda semana de sucesso nos cinemas

Divulgação/Warner Bros. Pictures
Por CDN Assessoria de Imprensa

Impulsionado por uma forte campanha de sustentação, excelente boca a boca e pelo Dia dos Namorados, A Mulher Invisível assumiu a primeira colocação no ranking dos filmes mais assistidos no Brasil no último final de semana (12 a 14 de junho), deixando O Exterminador do Futuro: A Salvação em segundo lugar. A produção da Warner Bros. Pictures, da Conspiração Filmes, da Lereby e da Globo Filmes estreou no último dia 5 e teve crescimento de 22% em relação ao seu primeiro final de semana em cartaz.

Comparado com outros filmes nacionais, o público de A Mulher Invisível em sua segunda semana é 18% maior que Se Eu Fosse Você, 71% maior que Divã e 40% maior que Meu Nome não é Johnny. Com isso, o filme, dirigido por Claudio Torres e estrelado por Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta e Maria Manoella já acumula mais de 800 mil espectadores após somente 10 dias desde sua abertura. Segundo a assessoria de imprensa da Warner, a expectativa é de que o longa siga com bons números nas próximas semanas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Luta entre o homem e a máquina é o enredo de “Exterminador do futuro: a salvação”

Continuação da saga que já foi estrelada por Arnold Schwarzenegger tem muita ação e efeitos especiais

Divulgação/Columbia Pictures

Em 2018 o mundo está dominado pelas máquinas. Andróides cada vez mais poderosos são criados e a raça humana é a resistência que tenta sobreviver e espera para atacar ao comando de seu líder, John Connor que é interpretado por Christian Bale.

A trama traz a velha discussão sobre quem vai vencer: o homem ou a máquina. Dada a inteligência cada vez maior dos computadores, alguns, fazem previsões apocalípticas dizendo que o mundo ainda vai ser dominado por eles, porém, o filme deixa claro sua opinião sobre o tema ao frisar a frase: “o que difere o homem da máquina é o coração”, várias vezes durante o longa. O filme tem, ainda, uma conexão com o seriado “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” que é exibido, atualmente, pelo Warner Channel e SBT, mas que nada influencia o entendimento de quem não assisti, pois o filme é auto-explicativo.

O filme tem 115 minutos, mas talvez pela ação, pelos efeitos especiais ou porque você acaba se envolvendo na trama, o longa passa muito rápido. A interpretação dos atores são bem convincentes e além de Bale, integram o elenco do filme Sam Worthington que faz o papel de Marcus Wright, Anton Yelchin como Kyle Reese e Helena Bonham Carter, a doutora Dra. Serena Kogan entre outros.

O roteiro é assinado por John D. Brancato e Michael Ferris, os dois já haviam escrito o roteiro de “Exterminador do futuro: a rebelião das máquinas” em 2003 e tem grandes chances de repetir o sucesso anterior, pois conseguiram fazer novamente uma trama muito bem amarrada.

O diretor MCG, que já dirigiu filmes como “As Panteras”, “As panteras detonando”, e a “Pantera Cor-de-rosa” entre outros, foi muito bem na direção, pois conseguiu dar vida ao roteiro e reproduzir muito bem um planeta quase devastado pela guerra.

“O exterminador do futuro: a salvação” estréia sexta-feira dia 6 de junho em todo o circuito nacional de cinema.

Veja o trailer:

quinta-feira, 28 de maio de 2009

“Herois”: o que o filme tem de bom é só o nome

Com Dakota Fanning no elenco, o longa é extremamente inocente e chega a dar sono


Divulgação/Paris Filmes

É uma história, muito fraca, sobre mutantes que lutam entre si e contra uma agência de segurança do governo dos EUA, por uma formula que aumenta o poder do mutante que a usa, essa formula que foi desenvolvida pela Divisão (nome da agência americana) e depois de roubada, da origem a toda a trama.

A proposta é muito ruim, a Summit, produtora do filme, investiu nesse longa depois do sucesso de “Crepúsculo”, achando que se transformou em uma espécie de Rei Midas da industria cinematográfica, transformando tudo que toca em ouro . O que esqueceram é que o contexto e outro. “Crepúsculo” só rendeu tanto por conta dos fãs do livro que ficaram curiosos para ver como ficou a adaptação, mas em questão de produção a história de vampiros, também, deixou muito a desejar.

Mesmo com bons atores como Djimon Hounsou que trabalhou no filme “Diamante de Sangue”, Chris Evans de “Quarteto Fantástico”, Dakota Fanning que já contracenou, muito bem, com Denzel Washington em “Chamas da Vingança” e Camile Belle que vai trabalhar no brasileiro “À Deriva” que estréia em breve, o longa não agrada.

A proposta do roteiro me pareceu nada mais que uma brincadeira de esconde-esconde, atrás da formula roubada, por uma cidade que tem três tipos de mutantes, os gritadores que tem como poder um grito ensurdecedor e que mata, telepatas, que conseguem controlar pessoas e objetos com o poder da mente e os que podem prever o futuro. Conseguem imaginar a roubada? Nem tentem! Faltou criatividade ao roteirista David Bourla.

A direção é de Michael N. Wong, fazendo um paralelo com a história que diz que o capitão sempre afunda com seu navio, Wong seguiu a mesma linha, foi afundando com seu filme a medida que se arrastavam os intermináveis 111 minutos da produção.
O filme estréia nesta sexta-feira, 28 de maio, em 69 salas do circuito nacional de cinema e se se depois de tudo isso você ainda for ao cinema, boa sorte. Afinal, gosto é gosto.

Veja o trailer:



quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aventura, ação e contexto histórico são elementos de “Uma noite no museu 2”

Novo filme da franquia reafirma sucesso da edição anterior com ainda mais surpresas


Divulgação/FoxFilmes

Nesta nova aventura, Larry Daley, que é interpretado por Ben Stiller, tornou-se um famoso criador de utensílios e tem seu próprio programa para vendê-los na televisão, porém ele não está feliz com sua nova vida. Daley fica surpreso, quando vai fazer uma visita ao museu em que foi guarda e descobre que todas as obras que tanto gosta estão sendo removidas, permanentemente, para Smithsonian (complexo de museus nos EUA e que formam o maior museu do mundo) e não serão mais expostas.

Em primeiro momento o filme é para quem procura entretenimento puro, dar boas risadas e algo interessante com que gastar 105 minutos (tempo de duração do longa). Entretanto, depois que a ação começa de verdade, você passa a viajar pela história que é sinalizada por alguns ícones como: Amelia Earhart, que foi a primeira mulher, como piloto, a cruzar o Oceano Pacífico de avião e que defendia os direitos de independência das mulheres, interpretada por Amy Adams, Napoleão, interpretado por Alain Chabat e Al Capone, interpretado por Jon Bernthal, entre outras figuras históricas. Fazem, ainda, parte do elenco Owen Wilson, Hank Azaria, Christopher Guest, Richy Gervais, Steve Coogan, BilL Hader e Robin Willians.

O roteiro escrito por Robert Bem Garant e Thomas Lennon é excelente, pois tem o tempo exato em que fica bem a piada, a ação ou a história. O diretor é Shawn Levy, que também dirigiu o primeiro filme da série e conseguiu extrair muito da interpretação dos atores, fazendo casar com as locações, cenários, situações e efeitos especiais.

É um bom filme, que, como já disse, tem de ser visto com o olhar voltado para o entretenimento, mas que tem muita qualidade. A produção chega aos cinemas de todo o Brasil nesta sexta-feira dia 22 de maio.
Veja o trailer:

domingo, 17 de maio de 2009

Superprodução nacional tem ótimas atuações mas história fria

“Budapeste”, adaptação do livro de Chico Buarque não empolga e em certas partes do filme chega a dar sono



Divulgação/Imagem Filmes

O filme é uma grande produção realizada por Brasil, Portugal e Hungria. Segundo Rita Buzzar, produtora e roteirista do longa, foi feito um alto investimento. “Foi feito um investimento de R$ 6 milhões, o Brasil investiu R$ 3,8 milhões e R$ 2,2 milhões couberam a Hungria e Portugal”, explicou.

Rita contou, ainda, que foram feitas várias adaptações no roteiro do longa. “O filme tem vários elementos que não existem no livro, além termos deixado o tempo exato dos acontecimentos de lado para dar uma sensação de não linearidade na trama”, contou.

Mesmo com todo investimento em produção e as adaptações no roteiro, o filme não empolga. As locações, principalmente, na Hungria são belíssimas, como por exemplo a imagem de Lênin sendo transportada de barco pelo rio Danúbio, mas um filme precisa muito mais do que belas imagens para ser considerado bom.

O filme conta a história de José Costa, um escritor anônimo, interpretado por Leonardo Medeiros e que é casado com Vanda, uma apresentadora de jornal que sonha em ter um filho e um marido mais atencioso, interpretada por Giovanna Antonelli. A vida de Costa muda quando, por acaso ele vai parar em Budapeste, na Hungria, e acaba apaixonando-se pela língua e por Kriska, uma linda húngara, interpretada por Grabiela Hamori. Depois da primeira visita Costa acaba ficando dividido entre as duas cidades e as duas mulheres.

A verdade é que a história é muito parada, nada surpreendente acontece. A cena de maior, emoção do filme e uma brincadeira de roleta Russa que acontece em um bar em Budapeste, mas que em nada acrescenta ao filme. Contudo, Walter Carvalho fez um bom trabalho na direção, principalmente na questão da interpretação dos principais personagens, Medeiros faz uma interpretação tão boa que você chega a achar que ele é fluente em húngaro, coisa que o ator confidenciou não ser.

Apesar de tudo, o filme vale como experiência, principalmente, para alcançar um contato com outra cultura. O longa estréia na próxima sexta-feira 22 de maio em 80 salas pelo Brasil.

Veja o trailer: